20 de julho de 2009

Frase de Astronauta...

"Estou agora no espaço, e não consigo enxergar nenhum deus..."

Yuri Gagarin

Por onde anda a Literatura engajada?

Tento escrever desde os 16 anos. Enveredar pelo mundo das letras parece ser tão difícil quanto sair dele quando somos acertados pelo seu fascínio. As fases literárias que inspiram-me já são passadas, uma pena irreparável. O que aproveitar da cena de hoje? Consumir verborragia e excremento literário não me parece coisa muito interessante, mas é isso o que se tem a oferecer. Um movimento literário tem, entre outros atrativos, o engajamento,a força criadora de mudar, revolucionar não só as letras, seu modo de aplicabilidade, mas mudar destinos reais, vidas presentes. Momento histórico não é preciso para se criar boa métrica literária; todo o espaço e tempo são propícios a esta produção, e a todo tempo nascem escritores - bons, razoáveis, ruins ou péssimos. Temos sido bombardeados com texto fácil e crocante; bom para comer, pensar nem tanto. Qual o motivo? cabeças ocas, sem pretensão de revolver-se e que apreciam um balançar de rede, com uma gelada água de côco e um livro para passar o tempo. Aquela rebeldia, aquela fustigação própria dos visionários, dos seres messiânicos, únicos profetas verdadeiros a inspirar mudança não existem por aqui. O que se vê é a timidez, a incapacidade, a boemia "status quo" dos botecos famosos, e todo este engodo midiático. O enfrentamento das situações que nos deixam tonto necessita destes pergaminhos que só uma palavra libertadora pode oferecer, mas onde encontrá-la? Paulo Coelho pode nos responder? Difícil.

19 de julho de 2009

Eu recomendo! - Jefté

Iniciarei neste espaço uma série chamada "Eu Recomendo". Trata-se de links, artigos, arte, teatro, música e afins com efeito reflexivo e/ou iconoclasta, servidno de apoio aos artigos publicados no blog. Hoje incio com uma estória bíblica. Muitas aparecerão por aqui, mas pretendo pôr apenas as mais significativas, aquelas que realmente trazem uma reflexão convincente. Indicarei o caminho, quem quiser pode conferir á sua maneira e tirar daí suas conclusões. O link é...

http://www.bibliaonline.com.br/acf/jz/11/1+

Copie, cole e veja com seus próprios olhos.

Os Ídolos-Humanos-Comuns

Vimos recentemente a exposição pública da vida, da carreira e da morte de uma personalidade mundial. Marcada por turbulências e desgraças, a existência de Michael Jackson, sendo analisada friamente, é reflexo de dor e angústia profundas. Hoje buscam-se culpados pela sua morte, mas todos sabemos quem os matou: a mídia e o fã. Este não é o primeiro caso de "linchamento coletivo" que causa o fim de um astro, de um ícone, de alguém que é espelho e molde para muitos. Parece paradoxal, mas estas estrelas são moldadas por aqueles que necessitam de um modelo a ser seguido; o artista e sua produção representam muito pouco de sua fama, de seu status. Aliás, muitas vezes o artista nem produz aquilo que gostaria, levado a compor, escrever, pintar a maioria, os gostos que vendem. Ninguém liga para o que esta "vítima" sente, pensa, analisa sobre o que acontece. Numa manisfestação de dupla personalidade, aquele que está em evidência torna-se obrigado a possuir atitudes públicas e privadas, sem saber o que é realmente aquilo que o representa. A grande maioria dos mitos era constituída de pessoas amarguradas, tristes, o contrário daquilo que sua obra ou persona refletiam, para os outros sufocados pela ganância das grandes companhias, pelo falso sentimento de saciedade, de reconhecimento. Os fãs, criaturas amorfas à procura de valores que entendem o ídolo os dará,constituem a própria razão de ser da dor do artista.Dicotomias? Porçoes de uma mesma coisa maluca? Creio ser este o fato. Na busca por novas expressões, novas canções, novas idéias, somos levados pela mídia a corromper o artista, tratando-o como mercadoria, mal apreciando o que ele quer trazer, levando falsas impressões, além de sermos responsáveis, muitas vezes, pelo choro, solidão, sofrimento e morte destes "ídolos-humanos-comuns".

12 de julho de 2009

A Semelhança entre Fé e Ciência

Categoricamente, fé e ciência sempre brigaram por um lugar ao sol e também um espaço na vida do homem. Esta luta perdura desde os tempos dos pré-socráticos, e hoje, em nossos dias, ambas tornaram-se sinônimo de última palavra em diversos assuntos. A religião, sempre a mais apressada das duas, ditou suas regras de maneira incontestável durante séculos a fio; basta lembrarmos da Idade Média e suas torpezas inquisidoras, que duraram até o século XIX apresentando a mesma intolerância, a mesma insensatez, a mesma tolice do seu início. Comanda a cabeça de milhares de pessoas ao redor do mundo, influenciando a vida de forma direta, absoluta, ditando quando, onde e como deve-se proceder para que a vida seja melhor, mais completa. os argumentos para isto? Deus, um ser improvável e distante, que governa o mundo com mãos de ferro e olhos atentos, pronto para mandar ao inferno qualquer um que tenha a audácia de seguir outra doutrina, outra forma de pensar. Convincente, não?
A ciência moderna, mais nova que a fé, trouxe este novo olhar sobre o mundo e sobre como homem deveria seguir. No início foi difícil suportar o jugo supersticioso da Igreja, que não queria de modo algum que as coisas dessem errado para ela, mas com o passar do tempo as pessoas foram aceitando de maneira mais salutar esta nova "fé". Sim, não escrevi errado; a ciência nada mais era do que fé, uma vez que o leigo, o homem comum, não podia ver nenhuma manifestação científica comprovada, feita in loco. Os novos "sacerdotes" não se diferenciavam dos antigos, que traziam os mistérios invisíveis do alto numa língua estranha - o latim - , vestida numa ritualística complexa e intragável. Os cientistas, muitas vezes, não se importam de trazer à luz, numa linguagem facilitada para a compreensão dos homens não "iniciados", as "verdades" que propõem; muita coisa ainda não se conhece na Natureza, e o que se tem de concreto acaba reservado para os profissionais de jaleco. Muitos ramos científicos, principalmente a Medicina que está mais próxima e que interfere diretamente no cotidiano, tem seu jeito peculiar de transmitir às pessoas o mundo daquilo que não se vê mas que se sente quando se vai a um consultório qualquer. Raramente há entendimento entre as partes envolvidas, e sempre o médico se sai melhor. Então temos duas formas de "verdade" que muitas vezes não esclarecem muita coisa, excluindo o comum, o não-letrado e o ignorante de suas revelações impositivas. Nisto ambas se parecem.